Governos latino-americanos estão comprometidos com a implementação de normas para tintas cada vez mais responsáveis em relação ao meio ambiente e às pessoas.

A crescente demanda por tintas, especialmente para usos residenciais e decorativos em países em desenvolvimento, deve ser atendida com tintas que não são formulados com compostos de chumbo adicionados.

A inovação no setor de tintas é responsável por muitos avanços – que vão além das soluções mais à vista dos consumidores nas prateleiras das lojas. Nos centros de pesquisa e de desenvolvimento dos fabricantes e da indústria que atende este segmento na América Latina, diversos profissionais buscam respostas para desafios de sustentabilidade, eficiência e qualidade.

Isso está relacionado às normas e regulamentações específicas da área, que são diferentes em cada país da região, e com a cobrança crescente dos consumidores por produtos de qualidade. Mas elas têm em comum o fato de refletirem, em geral, um mesmo comprometimento dos governos com o bem-estar dos seus cidadãos e do meio ambiente.

Pela via das normas para as tintas

A preocupação dos países, da indústria e dos fabricantes com a maior eficiência e sustentabilidade das tintas é complementada por uma tendência global neste sentido. E um dos exemplos é o esforço regional para o uso correto do chumbo nas tintas.

Um recente relatório da Aliança Global para Eliminar o Uso do Chumbo na Tinta, liderada pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrou que o assunto é relevante.
Isso porque destaca, por exemplo, que Bolívia, República Dominicana, Equador, Peru, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Paraguai precisam de leis que digam qual é o limite da quantidade de chumbo nas tintas.

A uso racional do chumbo nos produtos é fundamental para a redução de riscos de intoxicação por esse elemento químico. Por isso, a Aliança Global publicou um modelo de lei para regular a questão.

Outro exemplo de posicionamento do setor é a substituição ou exclusão de elementos nas formulações. As tintas sem os chamados Compostos Orgânicos Voláteis (ou VOC), por exemplo, já estão disponíveis no mercado. Estas substâncias vaporizam para o meio ambiente, o que não é ideal. Na prática, tintas sem VOC têm menos cheiro, um benefício também para o bem-estar.

A qualidade das fórmulas

No geral, as tintas são uma mistura de resinas, dissolventes, pigmentos e outros aditivos. A combinação ideal desses e de outros elementos nas formulações, pensadas de acordo com cada tipo de aplicação desejada, é o que permite a produção das tintas vendidas nas lojas.

E justamente devido ao surgimento de normas e regulamentações específicas, que as tintas estão cada vez mais alinhadas às necessidades dos consumidores, além de protegerem a saúde e o planeta.

Dessa forma, a qualidade dos produtos também é beneficiada direta ou indiretamente. No passado, as pesquisas realizadas para a redução de odores das tintas após a aplicação foram primeiro exemplo de como o setor trabalha na evolução dos produtos.

Isso porque elas resultaram em uma vantagem (tintas que não incomodam após a aplicação) muito considerada hoje pelos consumidores. Além de outras desenvolvidas nos últimos anos que fazem as tintas evoluírem constantemente nas últimas décadas.

Alguns exemplos de especificações técnicas sob normatização

  • Poder de cobertura de tinta seca.
  • Poder de cobertura de tinta úmida.
  • Resistência à abrasão úmida.
  • Brilho em acabamentos.
  • Cobertura seca por extensão.

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