Tratamento e impermeabilização de estradas não pavimentadas reduzem desgaste da via dos caminhões e automóveis que transitam por elas

O transporte rodoviário é, ao mesmo tempo, solução e desafio na América Latina. Isso porque a região carece, em diversos países, de infraestruturas adequadas. Muitas das vias por onde parte da produção agrícola e industrial circula são também fonte de atrasos e prejuízos por causa da falta de pavimentação e de estabilização do solo.

Solo estabilizado em épocas de chuvas e com menos pó em dias secos é a principal vantagem do tratamento de estabilização do solo. Além de viabilizar a locomoção em vias não pavimentadas, o sistema é durável, sustentável e aplicado com produtos concentrados à base d’água.

Por isso, muitos dos problemas estão concentrados nas vias não pavimentadas, que sofrem com a erosão das chuvas e a poeira dos dias secos. No Brasil, país mais extenso da região, por exemplo, somente cerca de 20% das estradas estão pavimentadas.
Com isso, a qualidade do transporte rodoviário é prejudicada.

Na região latino-americana, as cinco nações com maior extensão rodoviária são Brasil, Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela. Enquanto somente 30% das estradas argentinas são pavimentadas, no Peru, dos 140 mil quilômetros de estrada, apenas 18 mil quilômetros são asfaltados – ou seja, o asfalto cobre menos de 13% das estradas peruanas. Os dados são da especialista em estatísticas mundiais Index Mundi.

Estradas não pavimentadas precisam de estabilização do solo

As empresas e produtores localizados em áreas rurais são os primeiros a serem afetados pela falta de infraestrutura. Por mais que aumentem sua produtividade, não dão conta de transportá-la eficientemente.

A indústria química trabalha para desenvolver soluções específicas para esta demanda. São soluções que estabilizam o solo e aumentam o grau de mobilidade em vias não pavimentadas.

Em uma estrada tratada quimicamente, o fluxo de caminhões é mais confiável do que em solos irregulares por conta do barro ou de maior risco devido à suspensão de partículas.

Um exemplo de solução para estabilização do solo é a aplicação de emulsões acrílicas modificadas de alto desempenho. Elas são à base de água (e, por isso, não agressivo ao meio ambiente) e têm alto nível de interação ao serem aplicadas sobre materiais finos e granulados, como terra e areia.

 

As etapas da estabilização do solo

  • Escarificação, que prepara o solo com o uso de hastes mecânicas
  • Destorroamento, que realiza a limpeza do solo, retirada de pedras, ramos e raízes
  • Aplicação da solução por toda a área a ser estabilizada
  • Mistura do solo com a solução, para que a terra fique homogênea e o produto tenha mais eficiência
  • Compactação, que reduz o volume do solo
  • Selagem para finalizar o processo

 

Os benefícios da estabilização do solo

A estrada não pavimentada, quando estabilizadas com essa solução, apresenta maior resistência ao desgaste provocado pela natureza e pelo fluxo de veículos leves e pesados.

O processo é considerado simples do ponto de vista de planejamento, e também é seguro, durável e sustentável. Além disso, proporciona melhor relação custo-benefício para o poder público e privado, uma vez que ambos têm responsabilidade sobre as vias.

Os produtores rurais, que dependem das estradas para escoar a sua produção, veem reduzir os custos de manutenção das vias e de seus caminhões.

A solução de estabilização de solos tem muito espaço a conquistar – ainda mais em um continente exportador de commodities e que necessita investir nas suas estradas ainda sem pavimentação.