Tintas são muito mais do que um líquido viscoso dotado de pigmentos para embelezar e proteger paredes internas e externas. Antes de cada lata chegar à prateleira, há um trabalho contínuo de pesquisa por parte da indústria para que os produtos sejam cada vez mais eficientes.

Esse é um desenvolvimento com o foco nos detalhes de cada formulação – e em como melhor cada um dos seus elementos. A própria viscosidade é um exemplo disso. Quando ela não é a ideal, a tinta pode apresentar um defeito conhecido como “casca de laranja”, resultado de uma viscosidade elevada que restringe o fluxo e o nivelamento do filme (ou película) da pintura.

ENTENDA COMO A QUALIDADE E A EFICIÊNCIA SÃO DETERMINADAS PELOS CHAMADOS MODIFICADORES DE REOLOGIA.

A qualidade de uma tinta é determinada, portanto, pelo desempenho ideal de diferentes fatores, que devem formar um sistema equilibrado. E isso só acontece com a aplicação de soluções específicas para determinadas funções, como os modificadores de reologia.

Reguladores de viscosidade

Os modificadores de reologia de tipo acrílico (ou HASE) têm o papel fundamental de conferir viscosidade ideal à tinta por meio da associação de seus grupos hidrofóbicos e da sua expansão volumétrica, além de serem muito versáteis podendo ser usados com diferentes tipos de emulsão (acrílica, vinílica, estirenada ou VeoVa).

Esses modificadores, importantes para o comportamento da tinta no ato da pintura, também estão em processo de evolução, substituindo as propriedades de aplicação da celulose (HEC), como resistência a respingos e nivelamento (mantendo um nível de escoamento comparável ao obtido com o uso de um modificador reológico do tipo HEC).

Esses novos modificadores de reologia podem ser usados em tintas com ou sem diluição, o que é um benefício a mais para os consumidores, que contam com mais variedade de produtos. Outros atributos são:

  • resistência melhorada à água;
  • propriedades de aplicação aprimoradas;
  • melhor custo-benefício.